sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Atividades PJMA


As atividades pedagógicas da 5º edição do Prêmio Márcio Ayres reservam 
aos participantes das oficinas "Biodiversidade como objeto de investigação" 
e "Educomunicação e Biodiversidade", que acontecerão em 23/11, um dia 
dedicado à novas experiências. Pela manhã os estudantes e professores, 
orientados pela Dra. Maria de Jesus Fonseca/UEPA aprenderão como 
desenvolver um projeto de pesquisa na prática, observando o Parque e a 
coleção didática do Museu Goeldi.

Durante a tarde, Joice Santos e a equipe do Labcom Móvel/MPEG 
mostrarão algumas ferramentas utilizadas na educomunicação 
(vídeos de bolso, blogs, software para aulas interativas) e os participantes 
também irão aprender como utiliza-lás.


segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Programação da semana para jovens naturalistas

Acontece hoje no Auditório Alexandre Rodrigues Ferreira do Museu Emílio Goeldi, às 17h, a palestra "Os Drosofilídeos na rota das expedições científicas na Amazônia" com o Dr. em Zoologia, Nelson Papavero. O evento abre o VII Simpósio de Ecologia, Genética e Evolução de Drosophila e faz parte da programação da 5ª edição do Prêmio José Márcio Ayres para Jovens Naturalistas.


O calendário de atividades do PJMA segue com a mesa redonda "Usos e aplicações das pesquisas em Drosofilídeos no ensino de biologia", de 16h às 18h, no Auditório Paulo Cavalcante do campus de pesquisa do Museu Goeldi.



Para quem não puder acompanhar de perto, o Labcom Móvel transmitirá ao vivo pelo canal do Museu Goeldi no livestream.


Na quarta-feira, os professores e estudantes do ensino fundamental e médio estão convidados a participar da oficina "Biodiversidade como objeto de investigação", com a Dra. Maria de Jesus Fonseca (Universidade do Estado do Pará), no Parque Zoobotânico do Museu Goeldi, com início às 9h.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Trilha Vermelha - fauna e flora sob o risco de desaparecer

No Parque do Museu Goeldi, alunos descobrem que espécies de animais e plantas estão ameaçadas de extinção na Amazônia

Agência Museu Goeldi – Na manhã do dia 18 de outubro, alunos e professores do ensino fundamental e médio de escolas públicas de Belém – Anízio Teixeira, Augusto Meira e Barão do Rio Branco – participaram da atividade educativa “Trilha Vermelha: animais e plantas ameaçadas em extinção”, no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi. A Trilha Vermelha fez parte da programação da 5a edição do Prêmio José Márcio Ayres para Jovens Naturalistas e da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia.

A programação da Trilha Vermelha foi elaborada há três anos para divulgar a Lista de Espécies Ameaçadas de Extinção, documento elaborado sob a coordenação do Museu Goeldi, em parceria com a Conservação Internacional e a Secretaria de Meio Ambiente do Pará. A Lista norteou a estrutura do Programa Extinção Zero lançado pelo Governo do Pará em 2008. A atividade foi organizada pelos educadores do Museu Goeldi para mostrar às espécies ameaçadas de extinção que podem ser conhecidas no Parque Zoobotânico do Goeldi.

Durante a Trilha, alunos e professores observaram de perto exemplares carismáticos da fauna amazônica, como a arara azul, ararajuba, onça-pintada, guará, gavião real, ariranha e o macaco coatá. No percurso da Trilha também foram observados plantas como a castanheira, pau-brasil, pau rosa, mogno, acapu e cedro vermelho. As espécies da Trilha foram identificadas com uma fita vermelha.

Além de fazer observações sobre as espécies ameaçadas de extinção, Ana Claudia Santos, educadora do Museu Goeldi responsável pela condução da Trilha, contou curiosidades culturais relacionadas ao uso das espécies da fauna e flora, como a tapiragem, técnica indígena de mudar artificialmente a cor das penas das aves. Os estudantes a cada passo se interessavam questionando a educadora do Nuvop-MPEG.

Entre os participantes do ensino fundamental e médio, uma mãe se destacou. Maria de Nazaré Lucena, que ao trazer sua filha, estudante do ensino fundamental, teve a oportunidade de conhecer mais sobre a biodiversidade amazônica. Na trilha, as árvores como o mogno despertaram o interesse de dona Lucena.
Josué Silva, estudante, revelou não gostar da forma que o homem trata as espécies que estão em extinção. “A arara azul está em extinção pela destruição das florestas. É como se Deus desse uma barra de ouro nas mãos dos homens, mas eles não sabem aproveitar”.

Castanha do Pará – Em meio à biodiversidade existente no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, a árvore da castanha do Pará chamou a atenção dos participantes da trilha por sua grandeza e beleza. A castanheira encontrada no PZB tem entre 30 a 40 metros, de onde nasce o ouriço, dentro do qual encontra-se a semente, que é a castanha do Pará, objeto de muitos estudos.  Um dos benefícios gerados pela ingestão da castanha do Pará é o retardamento do envelhecimento do ser humano. Hoje chamada de castanha do Brasil, esta semente comestível entra na lista das espécies ameaçadas em extinção pela exploração sem controle - a propagação dos benefícios da castanha do Pará tem estimulado o interesse de multinacionais de cosméticos, entre outros segmentos.

Jovens Naturalistas – Várias trilhas têm sido organizadas pelo Prêmio José Márcio Ayres, como a “Construindo saberes sobre a biodiversidade da Amazônia”, com o objetivo de incentivar os estudantes à pesquisa e à preservação do meio ambiente. As inscrições para participar do concurso ficarão abertas até 20/08/2012. Maiores informações no sitio do Prêmio.

Texto: Denilton Resque

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Impactos das mudanças climáticas na Biodiversidade

O pesquisador Leandro Valle Ferreira (MPEG) apresenta dados sobre os efeitos causados pelas alterações no clima

Agência Museu Goeldi – Você sabia que os impactos causados pelas mudanças climáticas são alguns dos principais fatores para a perda de biodiversidade na Amazônia? Na palestra “Impactos das mudanças climáticas sobre a biodiversidade” você vai entender um pouco mais sobre a relação entre esses dois elementos. O evento acontece nesta quarta-feira (19), no auditório Alexandre Rodrigues Ferreira, no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi – MPEG, às 09h.

A palestra será ministrada pelo pesquisador Leandro Valle Ferreira, doutor em ciências biológicas e pesquisador da Coordenação de Botânica do Museu Goeldi, que apresentará alguns dos fatores que agravam o efeito estufa e causam alterações no clima da região. 

Emissões de CO2 – Junto com a queima de combustíveis fósseis (responsável por 80% das emissões de gás carbônico na atmosfera), as queimadas, o desmatamento e o uso inadequado da terra contribuem significativamente para as emissões – cerca de 75% das emissões de CO2 no Brasil decorrem das queimadas e do desmatamento na Amazônia, que atualmente possui 19% de sua área desmatada (cerca de 742 mil km²).

Devido às emissões de gás carbônico, agrava-se o efeito estufa, e por conseqüência ocorrem alterações nos ciclos das chuvas, na umidade relativa do ar, podendo gerar longos períodos de seca, enchentes e proporcionam condições favoráveis para queimadas. 

PJMA – A palestra faz parte da programação da 5ª edição do Prêmio Márcio Ayres para Jovens Naturalistas, iniciativa do Museu Paraense Emílio Goeldi e da Conservação Internacional – CI Brasil, que conta nesta edição com o apoio do projeto Escola da Biodiversidade Amazônica – Ebio, subprojeto do INCT Biodiversidade e Uso da Terra na Amazônia. Até o mês de novembro, o PJMA realiza palestras, oficinas e trilhas para proporcionar aos estudantes e professores participantes uma melhor compreensão sobre a biodiversidade amazônica. As atividades são realizadas no Parque Zoobotânico do MPEG, e a programação completa pode ser acessada através do site www.marte.museu-goeldi.br/marcioayres

Palestrante - Leandro Valle Ferreira é doutor em ciências biológicas pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia – INPA. É pesquisador da Coordenação de Botânica do Museu Paraense Emílio Goeldi e coordenador da pesquisa botânica no projeto Estudo da Seca na Floresta – ESECAFLOR. 



Serviço: Palestra “Impactos das mudanças climáticas na biodiversidade”. Dia 18/10, às 9h, no auditório Alexandre Rodrigues Ferreira (Parque Zoobotânico do MPEG – Av. Magalhães Barata, 376). Entrada Franca.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Video-trilha: Ambientes aquáticos do Parque Zoobotânico do MPEG

Quer conhecer um pouco mais sobre os ambientes aquáticos do Museu Goeldi? Inscreva-se na video-trilha "Ambientes aquáticos do Parque Zoobotânico do MPEG. Dia 16/10 às 9h, no Parque Zoobotânico. Traga sua câmera digital e/ou celular, registre e compartilhe suas impressões sobre a biodiversidade desses ambientes. Inscrições pelo e-mail: premio@museu-goeldi.br

Websérie "Os naturalistas do século XXI" - Episódio 2

Você já deve ter ouvido falar na Rasga-mortalha, um pássaro que anuncia morte e mau agouro por onde passa. O que muita gente ainda não sabe, é que trata-se da coruja Suindara, animal muito comum nas zonas urbanas e que ajuda a eliminar vetores de doenças, como ratos e pombos. No segundo episódio da websérie “Os naturalistas do século XXI”, você vai saber um pouco mais sobre a história desse animal importante, porém injustiçado.
A websérie "Os naturalistas do século XXI" é uma produção do Laboratório de Comunicação Móvel do Museu Paraense Emílio Goeldi. A série conta a trajetória de vencedores do Prêmio José Márcio Ayres para Jovens Naturalistas (PJMA), uma iniciativa do Museu Emílio Goeldi e da Conservação Internacional - CI Brasil. Em sua quinta edição, o PJMA tem o apoio da Escola da Biodiversidade Amazônica.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Palestra "A importância das Corujas nas Áreas Urbanas"

O biólogo Marcos Antônio Sousa da Cruz",  ganhador do Prêmio José Márcio Ayres na sua 2ª edição, deu continuidade ao ciclo  "Encontros com a Biodiversidade" proferindo no dia 28/09 a palestra "A importância das Corujas nas Àreas Urbanas", com participação de professores, alunos de escolas de Belém e comunidade em geral.

 Biólogo Marco Cruz palestrando.

A palestra sobre as corujas foi muito interessante e despertou nos presentes um novo olhar sobre esses animais, que na maiora das vezes são vistos com maus olhos pela cultura popular na medida em que são  associados a má sorte e agouros.  A palestra  possibilitou conhecer as corujas em suas carracteristicas morfológicas, habitat, reprodução e especialmente reconhece -las  como  animais saneadores, pois ao se alimentarem de espécies extremamente nocivas à saúde humana, como por exemplo, ratos, morcegos e pombos, fazem o seu controle populacional .
A principal espécie estudada pelo biólogo é a Typo alba, conhecida popularmente como "suindara" e/ou "rasga mortalha". Segundo Marcos Cruz  é uma espécie bastante primitiva, ou seja, pouco evoluiu ao longo do tempo desde o seu surgimento, no entanto,  é bem adapatada a diversos ambientes terrestres, podendo ser encontrada desde os trópicos até as regiões temperadas. Ela também se adaptou bem ao ambientes urbanos devido a abundância de recursos alimentares, principalmente, de diferentes espécies de ratos. Essa ave de rapina  possui  visão e audição bastante apurada, são animais monogâmicos podendo se reproduzir, nos trópicos, até três vezes por ano e tem uma longevidade de seis a oito anos em média, entretanto, em cativeiro vivem mais tempo, em média, quinze anos.

 Coruja Suindara

A "Suindara" começou a ser estudada pelo biólogo a partir de um episódio de matança da coruja presenciado por ele,no prédio em que morava. O fato ocorreu devido a crença na má sorte que a coruja poderia trazer, o que o deixou bastante chocado e o interesse em estudá-la. A realização dos estudos possibilitou sua  participação no PMJA.
Atualmente Marcos Cruz desenvolve vários projetos sobre as corujas, desde o monitoramento de ninhadas, falcoaria, bem como, promoção de diversas ações de Educação Ambiental.
O estudo apresentado pelo biólogo foi um dos pioneiros na nossa região, porém não esgotando-o, isto é, pode-se fazer pesquisas sobre outros aspectos desses bichos. De acordo com a Profa. Maria de Jesus (Necaps/UEPA/EBIO), a palestra sobre as corujas pode auxiliar professores e estudantes do ensino fundamental e médio, público participante do PMJA, a realização de diversos trabalhos sobre a biodiversidade, como por exemplo, pesquisar sobre outros animais saneadores,  monogamia na natureza,  a biodiversidade e a cultura popular, dentre outros.

 Biólogo Marcos Cruz palestrando.

 Joice Santos (MPEG/LABCOM/EBIO) e Filomena Secco (MPEG/PMJA) avaliaram a palestra como oportunidade para despertar nos participantes o interesse pelo estudo da biodiversidade amazônica, bem como  promover a iniciação científica no ensino básico.   O ciclo  "Encontros com a Biodiversidade" faz parte da programação do Prêmio José Marcio Ayres para Jovens Natureza, e tem a EBIO como parceira, congrega ações educativas por meio de palestras, oficinas e trilhas e ocorre às quartas- feiras pela manhã.
Texto: Neriane da Hora
Graduanda em Lic. em Ciências Naturais-Biologia
Revisão: Profa. Maria de Jesus (UEPA/EBIO)